Depois da neura de ontem, após ter comido três fatias de bolo de noz e umas cinco fatias de pizza ao jantar (ainda por cima), caí em mim, vi a asneira que tinha feito e senti-me tão culpada... fiquei mesmo muito desiludida comigo própria, sobretudo porque revi a pessoa que era antes de ter perdido estes 11,7kg, como se todas as conquistas tivessem desaparecido. Embora o exagero maior tenha sido ontem, na verdade houve deslizes durante toda esta semana que passou. Ainda assim, decidi pesar-me antes de tomar o pequeno-almoço por volta das 11h, visto que hoje acordei muito mais tarde. E a novidade é que voltei aos 91,5kg... Sinto-me uma espécie de caranguejo a andar para trás (lol). Engordei 2,4kg e sinto-me triste por isso, mas por outro lado, quero muito reencontrar a força interior que me permitiu mudar aquele bocadinho. Por enquanto, penso que encontrei uma solução para me motivar e ter mais controlo sobre aquilo que como: a ideia é fotografar todos os dias as refeições que conseguir e anotar aqui as restantes! Muitas de vocês acabam por inspirar pessoas mesmo sem saberem e, no fundo, acho que é isso que está a acontecer comigo. Ao ler alguns blogues de pessoas que fazem esta partilha já há algum tempo, senti-me inspirada também a fazê-lo porque acho que é uma forma de pensar duas vezes antes de comer e fotografar (:p)! Posso dizer-vos que já fotografei o meu pequeno-almoço de hoje e mais logo partilharei tudo aqui com vocês. Agora é hora de actualizar a barrinha do peso ali de cima e recomeçar!
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Verbo mudar
Verbo mudar. Haverá verbo que se adeque melhor a todas as alterações que têm acontecido em mim nos últimos meses? Na verdade, se pensar unicamente em termos de tempo, não serei, certamente, o melhor dos exemplos. Existem pessoas que conseguem atingir os seus objectivos muito mais rapidamente, mas se bem se lembram a minha intenção sempre foi, desde o início da minha reeducação alimentar, perder peso lenta e saudavelmente, de forma a alterar o meu estilo de vida e não apenas a fazer uma dieta num determinado momento. Não vos minto se vos disser que não tenho pressas. Já tive, em tempos. Calculo que isto cause estranheza a algumas pessoas e tenho-me vindo a aperceber que, de uma maneira geral, diversas são as pessoas que se deixam ir abaixo e desmotivam, em grande parte, devido à pressão que sentem e à vontade exacerbada de quererem mudar rapidamente, de um momento para o outro, arrisco dizer. Eu sei o que isso é e também já me senti assim, asseguro-vos que sim, mas nos entretantos percebi que de pouco ou nada vale. Nessas situações de pressão e stress em que pairava na minha cabeça a frase "tenho que emagrecer", o meu apetite disparava e acabava por "pecar" ainda mais vezes: lá está, o fruto proibido é sempre o mais apetecido. Hoje tento levar uma alimentação mais saudável, permitindo-me alguns deslizes esporádicos. Acredito plenamente que a calma e a naturalidade nos ajudam a encarar os altos e baixos que todos os processos de emagrecimento têm e que são dois aliados importantes na conquista das metas a que nos propomos...
... e como esta continua a ser uma fase de mudanças, decidi também fazer algumas alterações no visual do blogue! Gostaram? ;)
Eu mudarei, tu mudarás, no fundo, nós mudaremos.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Mudanças em mim
A tarde de hoje foi muito especial para mim. Por estar de férias, decidi ir fazer umas comprinhas... de roupa, claro está! Se há coisa de que sempre gostei foi de me "perder" em lojas de roupa, mas confesso-vos que nos últimos dois anos, antes de iniciar a minha reeducação alimentar, me fui desligando da vaidade e de dedicar tempo a mim própria. Era raro encontrar uma peça de que gostasse verdadeiramente e me servisse. Como não gostava do que via ao espelho, tendia a olhar menos para ele e a preocupar-me cada vez menos, também. É um ciclo. Um ciclo negativo, no qual mergulhei durante demasiado tempo. Perdi tanto tempo a pensar que não seria capaz e, no entanto, não fazia absolutamente nada para mudar. Quando escrevo nada, era mesmo nada. Podia chorar, lamentar-me, mas não agia. Hoje, passados pouco mais de sete meses, noto grandes diferenças em mim, não só físicas como psicológicas. Em termos físicos, tive hoje a prova de que muito mudou em mim... Se há uns meses atrás me dissessem que eu hoje estaria nessa loja a escolher, experimentar e comprar as peças de roupa que comprei, eu diria que era mentira e rir-me-ia bastante! Nessa altura, vestia um 52, o número maior da loja em questão; hoje vesti um 44. Perante as evidências, sorri, sorri muito e trago em mim uma felicidade imensa. É claro que isto pode parecer fútil para muitos, mas para mim, foi um momento especial em que pude constatar os frutos do "trabalho" que realizei para me melhorar, para me sentir mais feliz e saudável. O caminho ainda é longo e nem sempre tem sido fácil, mas devagar vou ao longe, rumo ao meu objectivo final. Sem desistências.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Novos voos
Hoje é dia de fazer malas e rumar para uma vila muito bonita na qual viverei durante um mês e meio, aproximadamente. Aproxima-se uma fase muito importante para mim... Posso dizer-vos que o peso da responsabilidade que sinto é imenso. Espero que corra tudo bem e que a adaptação seja rápida. Em princípio, voltarei a casa no fim-de-semana e penso que só no sábado conseguirei partilhar mais uma ideia para a sexta-feira vegetariana. Não gosto de deixar por cumprir o que tinha previsto e peço-vos desculpa por isso, mas tentarei organizar-me melhor nas próximas semanas... Entretanto, muita força para todas as pessoas que também estão a lutar por um estilo de vida saudável e pela perda de peso. Como diziam no peso pesado português: 'é por nós, é por nós, é por nós' :)
domingo, 2 de setembro de 2012
Para vocês
Estes últimos dias não têm sido fáceis, mas não vou escrever sobre isso agora. Vim aqui por outra razão. Não poderia deixar de partilhar com vocês a melhor parte do meu dia de ontem: uma caminhada em contacto com a natureza até um dos sítios mais belos onde alguma vez estive. Não foi a primeira vez que visitei este local, pelo contrário, faz parte das minhas memórias de infância e adolescência. É um local que me transmite uma paz imensa... Ali sinto que me encontro a cada instante. E é tão bom encontrarmos o nosso verdadeiro "eu", a essência que julgávamos perdida... Fotografei as paisagens já a pensar em partilhá-las com vocês que tão bem me têm acolhido por aqui, que tantas palavras de apoio e incentivo me têm escrito e que, mesmo sem saberem, me impedem de desistir. Acredito que um dia, mais cedo ou mais tarde, não importa, vamos em conjunto sair vitoriosas e alcançar todas as metas que hoje nos parecem longínquas. Com muita força e determinação conseguiremos, sobretudo, ter um estilo de vida saudável. A vocês, muito, muito obrigada.
[ Ponta da Piedade, Lagos, Portugal ]
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Um desafio nunca vem só
Esta semana, em termos de alimentação, exercício e quantidade de líquidos ingeridos, não está a correr como eu gostaria, é um facto. Na terça-feira fui de autocarro a uma vila alentejana muito bonita tentar encontrar uma casa para alugar (um dia destes conto-vos o motivo). Levei uma ou outra coisa para comer, mas os horários acabam por não ser os mesmos e a qualidade das refeições também não é a mesma. Tinha levado uma sandes de alface e frango, mas acabei por almoçar numa esplanada com as duas amigas que foram comigo. Almocei uma sopa de legumes, uma tosta mista (que me soube pela vida, mas que depois me deixou cheia de remorsos) e uma coca-cola zero. Caminhei, caminhei, caminhei. Não lanchei antes da viagem de regresso e acabei por comer a sandes que tinha levado quando cheguei a casa, por volta das 18h. Foi a primeira vez que comi pão ao lanche desde o dia em que iniciei este percurso, a 2 de Junho. Pão, alface e frango: não me parece bem lanchar algo tão pesado, mas o que já está, já está. Nesse dia ainda fui jantar fora com um casal amigo. Não foi um jantar leve como costumo fazer, mas tentei não me exceder muito. É incrível como a preocupação com a alimentação se tornou tão importante para mim, mas devo dizer que se por um lado isso pode ser um factor positivo porque penso mais nas minhas escolhas, por outro lado, sair do padrão que tenho vindo a seguir, faz-me sentir insegura, nervosa e fora da minha zona de conforto. Apesar disso, acho que me fez bem ter que passar por um dia assim, longe de casa, em que não tive tudo à mão. Ontem, como vim para o Algarve com os meus pais, passei algumas horas a conduzir, bebi menos líquidos e não segui o horário certo das refeições. Apesar de ter parado a meio da viagem e de ter comido alguns cubos de melão, a verdade é que quando cheguei ao meu destino estava cheia de fome. Comi frango assado da churrasqueira, arroz e salada. Outro jantar pesado e pior que isso, foi ter sido comido à pressa. É claro que fiquei mal disposta... Parecia um ataque de gula, não sei explicar. Agora o desafio vai continuar durante os próximos dez dias em que vou ficar no Algarve. Não haverá pesagem na próxima segunda-feira porque eu gosto de me pesar sempre na mesma balança e não a trouxe, portanto só me pesarei, se tudo correr bem, no dia 10 de Setembro. Sei que vou sentir falta do desafio de passar a semana a lutar para conseguir bons resultados a cada segunda-feira, mas espero que esta ausência de pesagem e estes dez dias me ajudem a voltar à rotina e a compensar as asneiras feitas... Nem todos os dias são um mar de rosas. Agora é hora de voltar à rotina e aos bons hábitos que o meu organismo tanto pede.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Nem todos os dias são gloriosos
Nem todos os dias são fáceis e eu tenho que assumir as minhas fragilidades para me poder melhorar. Ontem, apesar de ter pensado que estava motivada para praticar exercício físico, bastou subir para a elíptica para me começar a sentir sem vontade de estar ali alguns minutos depois. Aos trinta minutos só pensava em sair dali, tal era a falta de vontade, mas entretanto resolvi escolher uma música acelerada que me transmitisse energia e foi o que fiz. A música ajuda-me mesmo muito. Já experimentei ir sem o mp4 e custou-me muito mais. Parece que me concentro no meu próprio cansaço e a ouvir a minha respiração. Em determinado momento pensei: 'queres melhorar, não queres? então esforça-te, esforça-te!'. Acabei por fazer uma hora de elíptica e alguns outros exercícios. Confesso que não fiquei satisfeita comigo mesma, mas realmente não encontrei motivação suficiente para fazer mais e deixei-me vencer pelo cansaço. Nem todos os dias desta batalha são gloriosos... Há dias em que já senti ter feito aquilo que considero ser o mínimo indispensável, o que não me deixa satisfeita. São dias daqueles em que se cumprem os objectivos mínimos para que não seja um dia 'perdido' de todo. Não sei se me compreendem, mas a minha vontade de evoluir é mesmo muita, no entanto, é contraditório o corpo recusar-se a fazer o que a mente no fundo quer. Não deixa de ser complexo e frustrante... E o pior de tudo isto, é que tenho plena consciência de que deveria dar o meu melhor nestes meus últimos dias de férias porque quando o semestre começar, vai ser muito mais difícil organizar os meus dias de modo a cumprir tudo aquilo que é necessário. Enfim, não será certamente fácil, mas também sei que não sou a única pessoa no mundo a quem isto acontece. Todos temos vida para além da preocupação com o processo de emagrecimento e/ou do estilo de vida saudável... e eu no fundo sei que quero, posso e serei capaz de atingir os meus objectivos se trabalhar para isso. Hoje é um novo dia e sei que vou tentar novamente trabalhar mais um pouco em busca de um melhor eu.
Nota: Sabem do que me lembrei que poderia funcionar como estratégia para ganhar motivação? Isto até pode parecer ridículo, mas pensei em colocar na parede que fica em frente à elíptica uma fotografia antiga de quando pesava à volta de 67kg! É uma fotografia que me diz muito e que marcou uma fase importante da minha vida, para além de ser aquela em que estou com menor peso. A ideia seria olhar para a pessoa que já fui enquanto estou ali e não me deixar ir abaixo, mas sim ganhar garra... Será que funciona? Por outro lado não quero ficar obcecada com isto :p
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Exercício físico e força mental
Há um ano e meio atrás fiz o que seria impensável para mim, dado os complexos que tinha e ainda tenho: inscrevi-me num ginásio. Claro que essa inscrição partiu do incentivo de uma grande amiga e não me arrependo nada de a ter feito. A única coisa de que me posso arrepender é de ter desistido. No fundo, se pensar bem, foi mais uma das vezes em que desisti de mim mesma, de lutar pela minha saúde e desperdicei completamente essa oportunidade. Nessa altura eu já vivia uma batalha mental diária há muito tempo: por um lado queria mudar e se possível de um dia para o outro, mas ainda não estava totalmente disposta a apostar naquilo que custa fazer, no espírito de sacrifício. Hoje sei que estava errada e não deixa de ser engraçado reflectir sobre aquilo que eu era há bem pouco tempo atrás e naquilo em que me estou a tornar. Sim, pouco a pouco, vou sentido uma grande mudança em mim, sobretudo do ponto de vista psicológico. Claro que também vou constatando as mudanças externas, mas trabalhar simultaneamente o meu interior é uma das minhas prioridades e nesse aspecto sinto que os meus "treinos" me têm ajudado muito. E em que medida é que eles me ajudam? Ajudam-me porque me vou colocando à prova, vou-me desafiando a mim própria a dar sempre mais de mim, a tentar evoluir, o que acaba por me ajudar a desenvolver a minha força mental, a capacidade de me focar naquilo que é essencial para eu mudar e que até aqui eu praticamente desconhecia. Para dar um exemplo, quando andei no ginásio, para além de fazer passadeira, bicicleta e remo, descobri a paixão pela bicicleta elíptica, mas nessa altura eu não conseguia fazer mais de trinta minutos sem ficar bastante cansada. De tudo o que fazia no ginásio, a elíptica sempre foi o que mais gosto me deu a fazer e o exercício que mais me fez suar. Há dois meses e meio atrás quando iniciei este meu processo de mudança, embora já tivesse uma elíptica em casa, optei por começar a fazer caminhadas longas e diárias, das quais também aprendi a gostar muito. No entanto, no domingo passado decidi subir novamente para a elíptica e ver o que conseguia fazer. Equipei-me, peguei no mp4 e lá fui eu. Comecei o meu exercício e uma hora depois lá terminei. Pensei para mim: "boa, já fizeste o dobro do que fazias, há que continuar". Ontem ao fim da tarde decidi novamente subir para a elíptica, mas confesso que já ia com a ideia de fazer uma hora e meia! E a verdade é que fiz mesmo. Saí da elíptica completamente suada, como se tivesse andado à chuva, nem sei descrever, mas soube-me tão bem ter conseguido! Sabe bem conseguir vencer aquela voz que nos leva a parar quando ainda temos energias para fazermos mais. Estou a aprender a gostar de trabalhar esta característica que todos temos, mesmo que por vezes esteja escondida: a força mental. E penso que se houver um factor-chave para chegarmos onde queremos mais facilmente, esse factor será, certamente, a nossa própria mente.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Da relação com a balança
A minha relação com a balança nunca foi das melhores e para mim é evidente o porquê: a obesidade e todos os efeitos psicológicos que ela engloba, não rimam com 'amizade pela balança'. No meu caso em particular, passei por fases distintas. A fase que mais tempo durou foi aquela a que chamo a 'fase do deixa andar'. Pura e simplesmente, evitava pesar-me para não ter contacto com algo que me chocasse a mim própria, como se preferisse não ter que encarar a realidade dura e crua. Não deixa de ser curiosa a forma como nós obesos, muitas das vezes preferimos ignorar-nos a nós mesmos e à nossa realidade, como se essa atitude resolvesse ou, pelo menos, camuflasse a verdade. O tempo passa e a verdade não se esconde, por vezes agrava-se. Penso que a única fase em que me senti relativamente bem com a balança foi durante a dieta que mencionei ter feito no passado. Durante esses seis meses, pesei-me todos os dias. Quando comecei a ganhar peso novamente, deixei de me pesar, deixei andar, desliguei-me dessa preocupação. Fiz mal em deixar andar, mas na altura era uma miúda e não tinha consciência do que estava a fazer a mim própria ao ignorar por completo estas pequenas coisas, não só o peso, mas sobretudo a qualidade e a quantidade do que se ingere e a prática de exercício físico. No seu conjunto, todos estes esquecimentos, todos estes momentos em que nos esquecemos de nós, formam como que uma bola de neve cada vez maior. Neste momento, passados 2 meses e meio desde o início da minha reeducação alimentar, sinto que estou a mudar também na forma como encaro a balança. Não me encontro em nenhuma das duas fases extremas: nem na 'fase do deixa andar', nem na fase da pesagem diária. Nem no oito nem no oitenta. Penso que nesta fase estou a encontrar o meu próprio equilíbrio e preocupo-me em pesar-me apenas uma vez por semana, ou seja, não deixo de ter a perda de peso em atenção, mas faço a pesagem apenas à segunda-feira e não todos os dias porque cheguei à conclusão de que isso não é benéfico para mim. Confesso que me sabe muito melhor ver um resultado mais consistente ao fim de uma semana, do que ver um sobe e desce constante e diário. Isso é algo que no meu caso mexe muito com as emoções. Neste momento não quero saber desse tipo de ansiedade, mas sim concentrar as minhas energias a fazer o melhor que puder durante a semana. De qualquer forma e só aqui para nós, tenho o bichinho da curiosidade dentro de mim hoje! Quero muito que chegue segunda-feira porque tenho esperança de que o meu esforço vai ser recompensado... enfim, a ver vamos! :)
terça-feira, 14 de agosto de 2012
O peso da palavra dieta
Se há palavra que me coloca um peso enorme sobre os ombros é a palavra dieta. Ao pensar nesta palavra, penso automaticamente num plano alimentar muito restritivo aliado à sensação de fome, talvez porque a dieta que já referi ter feito aos meus 15 anos me marcou muito nesse aspecto. O plano que me foi indicado nessa altura englobava apenas três refeições diárias e, passados estes dez anos, não o considero saudável, não só por isso, mas por muitos outros motivos. Não sei se a minha aversão a esta palavra vem apenas dessa experiência, mas a verdade é que hoje prefiro pensar de forma diferente e encarar este período de perda de peso como uma fase de mudança gradual mas profunda, que me traga as vantagens que as dietas 'loucas' não trazem como, por exemplo, adquirir e manter hábitos saudáveis para lá do espaço de tempo em que uma dieta habitualmente dura. Na verdade a palavra dieta soa-me a efemeridade e não é isso que eu quero para mim. Para contrariar este sentido faz-me cada vez mais sentido acreditar na expressão 'reeducação alimentar' enquanto algo que permanecerá mesmo depois dos objectivos serem atingidos. E acredito que para muitas pessoas isto pode ser perfeitamente banal, mas para mim, pensar assim, é uma verdadeira luta diária porque sempre gostei de ver resultados a curto prazo e só assim conseguiria alguma motivação. No dia em que iniciei este processo, prometi a mim mesma que iria tentar mudar também esta parte impaciente que há em mim. Não sei identificar o instante preciso, mas sei que nalgum momento passei a dar valor a uma frase que o meu pai me repetiu várias vezes ao longo dos últimos anos, sempre que eu me mostrava insatisfeita com os resultados que obtinha (por achar sempre que era pouco), deixando a dieta para trás: 'demoraste vários anos a ganhar todo esse peso, não o queiras perder todo de uma só vez'. E é isto. Há frases que nos são ditas vezes sem conta e pouco ou nada nos dizem, mas de um momento para o outro, tocam-nos e passam a dizer-nos muito. No fundo, o que quero é continuar a manter a calma que essa frase resume...
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